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Pesquisa

Qualidade de alimentos industrializados consumidos por crianças é objeto de pesquisa de professor do IFG

Criado: Sexta, 04 de Janeiro de 2019, 12h53 | Última atualização em Sexta, 04 de Janeiro de 2019, 12h59

Artigo do professor Antônio Zenon Antunes, do IFG Aparecida de Goiânia, sobre o assunto foi publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva

A qualidade dos alimentos industrializados consumidos pelas crianças brasileiras foi tema de estudo do professor Antônio Zenon Teixeira, que ministra aulas de Biologia no IFG – Câmpus Aparecida de Goiânia. Zenon avaliou o teor de sódio e a utilização de aditivos em alimentos industrializados destinados a crianças no Brasil e concluiu que mais de 30% dos produtos não cumpria com as metas de 2014 de redução de sódio e que a maioria dos produtos continha até três aditivos. Os resultados da pesquisa estão relatados no artigo “Conteúdo de sódio e aditivos alimentares das maiores marcas de alimentos destinados para crianças brasileiras”, publicada em dezembro/2018 na revista Ciência & Saúde Coletiva, editada pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva e de indexação internacional.

Foram analisados produtos como salgadinho de milho, biscoitos recheados, pão de forma e cereais. De acordo com o relato do professor, o teor de sódio nos alimentos variou entre as marcas. A quantidade de sódio foi considerada elevada em 20% dos produtos. A concentração de sódio superior a 1 mg/kcal foi verificada em 40% dos alimentos salgados, que representaram as maiores quantidades encontradas. Em relação aos aditivos, os alimentos pesquisados continham de dois a nove, sendo que na maioria apresentavam-se até três aditivos, embora existam também alguns livres de aditivos. As maiores quantidades foram verificadas em macarrão instantâneo e minibolo.

 

Sódio e aditivos

O professor Antônio Zenon relata em seu artigo que o sódio é um nutriente essencial para manter os níveis de fluidos corporais e para fornecer canais de sinalização nervosa. Ele pontua, entretanto, que o consumo excessivo em crianças está associado à obesidade, hipertensão e doença cardiovascular. A quantidade recomendada de sódio, de acordo com o trabalho, é de 1000 mg/dia para crianças de até 3 anos de idade, elevando-se gradativamente e podendo chegar a 2200 mg/dia para crianças de até 13 anos.

Já os aditivos, conforme relatado na publicação, são substâncias adicionadas intencionalmente aos alimentos para melhorar o sabor, textura e aparência, bem como para preservar alimentos. No entanto, um consumo elevado pode causar efeitos nocivos ao consumidor, como câncer, irritabilidade, distúrbios do sono e hiperatividade em longo prazo. A ingestão diária aceitável de aditivos é calculada pelo número de mg/kg de peso corporal por dia. Zenon alerta que embora a legislação brasileira exija que as indústrias de alimentos listem todos os aditivos nos rótulos dos alimentos, a quantidade efetivamente usada nem sempre é a declarada. De acordo com a publicação, alguns alimentos infantis estavam livres de aditivos, mas a maioria dos produtos continha até três.

 

Monitoramento constante

O estudo revela que, de acordo com o Ministério da Saúde, no ano de 2009 32% das crianças com menos de 2 anos de idade consumiam refrigerantes e sucos artificiais, enquanto 60% delas comiam minibolos e biscoitos recheados. O artigo revela ainda que, de acordo com o Departamento de Pediatria da Universidade de São Paulo, 65% das crianças em creches consumiam macarrão instantâneo no primeiro ano de vida. Para o professor Antônio Zenon Antunes, é fundamental haver um constante monitoramento para avaliar o progresso na redução de sódio e no limite máximo admissível de aditivos nos alimentos industrializados.

 

Acesse no link o artigo completo (em inglês).

 

Coordenação de Comunicação Social e Eventos / Câmpus Aparecida de Goiânia

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