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TEATRO

Teatro do IFG recebe espetáculo Pra não dizer que não falei de flores - Auto do Migrante

Criado: Quinta, 08 de Novembro de 2018, 09h03 | Última atualização em Sexta, 09 de Novembro de 2018, 15h43

A peça será exibida nesta sexta-feira, 9 de novembro, às 20 horas. Entrada gratuita

Espetáculo Pra não dizer que falei de flores: o auto do migrante (Foto: Divulgação).
Espetáculo Pra não dizer que falei de flores: o auto do migrante (Foto: Divulgação).

Nesta sexta-feira, 9 de novembro, o Teatro do Instituto Federal de Goiás (IFG) – Câmpus Goiânia recebe o espetáculo Pra não dizer que não falei de flores - O Auto do Migrante, às 20 horas. A entrada é gratuita e aberta à comunidade. O espetáculo, desenvolvido pelo Grupo Experimental de Teatro, tem como proposta apresentar uma autobiografia coletiva que coloca em cena marcas pessoais de um espetáculo que revela a tematização da migração: migração do que se vê lançado às infinitas possibilidades da cidade grande e que acaba deparando-se com o desamparo; a migração interna e os novos conhecimentos e sentidos pessoais de cada indivíduo; e a migração social, onde se apresenta o ser humano que abandona o local de origem.

Como inspiração inicial, o espetáculo faz um mergulho nas duas sagas do texto teatral “Boranda”, de Luís Alberto de Abreu, a fim de destrinchar com a cena a poesia popular destas sagas, sem excesso melodramático ou farsesco, no sentido de ser fiel à imagem, desprovida de lances heróicos, que os migrantes têm de si mesmos. Ao contrário do herói emblemático de grandes feitos, migrantes são inúmeros heróis de pequenos feitos, diários, e se a característica básica do herói é se contrapor ao destino e às profecias trágicas, o povo brasileiro tem feito isso diariamente, há muitos anos.

Tendo em vista a relação direta e criativa do Grupo Experimental de Teatro, o espetáculo estabelece com o espectador, o foco central da representação, que é o trabalho do ator. Aproveitando-se do mimo e da triangulação como comunicação imediata com o público, o espetáculo provoca fissuras no fluxo contínuo da apresentação, tornando o espectador parceiro e cúmplice, pois solicita deste uma construção coletiva da obra teatral.

A encenação do espetáculo apresenta uma proposta poética naturalista, voltada para um gestual simbólico. Em cena, seis atores-personagens, três sagas reunidas neste auto do migrante, que faz luzir, sempre conduzidos por um narrador, a comicidade, o drama e o lirismo emendados em relatos de uns fortes sertanejos urbanos. Dá-se o casamento atávico do arroz-com-feijão da existência com o imaginário criativo, unha e carne de sol a sol. Ao assumir o depoimento pessoal do outro como premissa, o grupo pretende não incorrer em afetações. A encenação do espetáculo parte também de uma linguagem harmônica e visual, que propõe uma visão plástica e simbólica, para criar, uma tênue relação de sofrimento e desilusão, onde se apresenta o indivíduo que não deseja ser “integrado” e muito menos “acoplado” a um lugar.

E com isso , a representação enfatiza a memória como linha condutora da pesquisa, elaboração e execução do resultado estético, exigindo do ator uma perspicácia maior em relação à interpretação narrativa. Os narradores, ao assumir as personagens destas diferentes “sagas” migratórias, controlam a densidade emocional das cenas. Além de informar sobre os conflitos que, desde a migração até o assentamento no lugar de destino, afetam a vida das personagens em movimento. Este recurso estético propõe desenhar de modo indireto um caráter coletivo que vai se definindo ao longo das três narrativas do espetáculo.

Os atores ora são personagens, ora são narradores e ora são narradores-personagens. Neste trabalho de desmontagem da personagem, por meio de elementos da técnica narrativa presente na cultura popular, o espetáculo tem o intuito de criar um teatro para a consciência histórica do espectador. Preocupação também de Brecht em suas obras de forma épica. Pra não dizer que falei de flores: o auto do migrante ressoa como uma promessa, uma conjuração de personagens tentando dar veracidade à narrativa, no que ficcionaliza a angústia existencial do ser migratório, solitário, a busca do coletivo nas grandes cidades ou em grandes sentimentos. Com isto o espetáculo estabelece um espaço de encontro, e de possibilidade, que ao mesmo tempo representa a clausura: onde as vozes se imiscuem e se confundem em perene comunicabilidade.

Serviço
Pra não dizer que não falei de flores -  O Auto do Migrante

Quando: 9 de novembro (sexta-feira), às 20 horas.

Onde: Teatro do IFG – Câmpus Goiânia (Rua 75, nº 46, Centro, Goiânia/GO).

Entrada Franca

Classificação Etária: 12 anos

  

Coordenação de Comunicação Social do Câmpus Goiânia

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