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Pesquisa

Grupo de Dança e Teatro do IFG realiza pesquisa sobre o Cerrado para fomentar a concepção de espetáculo

O grupo estuda o bioma Cerrado e suas manifestações populares como parte do processo de investigação e produção cênica

  • Criado: Quarta, 18 de Julho de 2018, 16h04
  • Última atualização em Quarta, 01 de Agosto de 2018, 15h31
Professora Renata Bastos e alunos que participam do GruDanTe realizaram trabalhos coreográficos durante visita técnica à Chapada dos Veadeiros (GO). Crédito/Fotos: Leandro Araújo
Professora Renata Bastos e alunos que participam do GruDanTe realizaram trabalhos coreográficos durante visita técnica à Chapada dos Veadeiros (GO). Crédito/Fotos: Leandro Araújo

 O GruDanTe, como é chamado o Grupo de Dança e Teatro do Instituto Federal de Goiás (IFG), reúne estudantes dos cursos técnicos integrados numa pesquisa que investiga o bioma Cerrado e as manifestações da ancestralidade, para produzirem um espetáculo de dança-teatro. Durante visita técnica à Chapada dos Veadeiros (GO), nos dias 13 a 16 de julho, o grupo realizou trabalho de campo que promoveu a imersão dos estudantes para conhecerem o bioma Cerrado, as etnias indígenas e as comunidades locais.

Participaram da pesquisa de campo, ao todo, 30 alunos dos cursos técnicos integrados do Câmpus Goiânia, sendo 16 alunos que integram o GruDanTe e mais estudantes da Licenciatura em Música, sob a supervisão da professora de dança e coordenadora do grupo, Renata Bastos, e do professor de música, Gustavo Amui. O estudo de campo teve por objetivo promover uma pesquisa integrada entre dança e música. A ida à Chapada dos Veadeiros visou à participação do grupo no 18º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros, que está sendo realizado, em Alto Paraíso e na vila de São Jorge, de 13 a 28 de julho.

A professora Renata Bastos explica que a visita técnica faz parte desse processo criativo sobre o bioma Cerrado, a partir da investigação da ancestralidade, pesquisa que está desenvolvida dentro do projeto de ensino do GruDanTe. Esse estudo de campo contribui para o desenvolvimento de trabalhos coreográficos do grupo, que resultará em espetáculo, ainda sem nome, mas chamado provisoriamente de Bioma Cerrado: entre raízes e concreto.

O foco da pesquisa é destacar a ancestralidade a partir do viés da resistência das comunidades indígenas e tradicionais, de acordo com a professora Renata Bastos. É um trabalho científico fundamentado num processo criativo, que alia saberes tradicionais e contemporâneos.“É uma pesquisa que a gente bebe da cultura popular e das matrizes que envolvem a formação da nossa cultura. Envolve tradição, ancestralidade e questões contemporâneas. A gente acredita que é uma forma de resistência pesquisar e vivenciar essas manifestações”, ressalta a professora Renata Bastos.

Os alunos participantes do GruDanTe estão empenhados em desenvolverem estudos, que resultarão no espetáculo de dança - teatro. Para tanto, os estudantes se dividem em cinco linhas de investigação sobre o bioma Cerrado: Cerrado como berço das águas, Raízes que curam, Rituais Sagrados, Forma de materialização do ser (como, pinturas, artefatos, etc.) e forças ancestrais.

“Toda essa pesquisa gera movimentos, e uma sequência de movimentos é chamada de célula coreográfica. O espetáculo de dança é formado quando a gente vai somando essas células coreográficas até virar um grande espetáculo. Cada parte do espetáculo que estamos produzindo surge dessas pesquisas que eles vão criando nessas imersões”, destaca a professora.

Laboratório a céu aberto
Para a pesquisa do GruDanTe, a visita técnica ao 18º Encontro de Culturas Tradicionais da Chapada dos Veadeiros proporcionou o ambiente favorável para que os estudantes pudessem fazer imersões e desenvolvessem um laboratório a céu aberto sobre o bioma Cerrado e as manifestações da ancestralidade.

Durante os quatro dias de visita à Chapada dos Veadeiros, o grupo participou de roda de debate, oficina, palestra com o indigenista dentro do projeto do  Instituto de Pesquisa, Ensino e Extensão/Ipê Artes, do  Centro de Estudo e Pesquisa Ciranda da Arte, e puderam experimentar vivências numa aldeia multiétnica durante o Encontro. Na aldeia, os estudantes tiveram o contato, realizaram trocas, fizeram pinturas no corpo e conviveram com etnias indígenas de fora do país, como Peru e Canadá, e também brasileiras. Além disso, alunos dos cursos técnicos e da Licenciatura em Música  improvisaram uma apresentação, que integrou dança e música, junto à comunidade da vila de São Jorge.

O grupo visitou também o Vale da Lua e o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, locais onde alunos realizaram laboratório de pesquisa e experimentaram as células coreográficas para ensaio fotográfico, que irá fazer parte de uma exposição e performance e também irá compor o portfólio do espetáculo do GruDanTe. A professora Renata Bastos antecipa que a primeira apresentação do espetáculo, fruto desse trabalho criativo, poderá ser vista pelo público durante a Semana de Educação, Ciência, Tecnologia e Cultura do IFG – Câmpus Goiânia, marcada para ocorrer no mês de outubro deste ano.

Estudante durante ensaio fotográfico, que mostra a concepção de uma célula coreográfica para espetáculo de dança-teatro do GruDanTe. Crédito/fotos: Leandro Araújo.
Estudante durante ensaio fotográfico, que mostra a concepção de uma célula coreográfica para espetáculo de dança-teatro do GruDanTe. Crédito/fotos: Leandro Araújo.

 

GruDanTe
Pra quem não conhece, o Grupo de Dança e Teatro do Instituto Federal de Goiás (IFG) é um projeto de ensino, que foi criado no primeiro semestre de 2016, no Câmpus Goiânia. Ele surgiu a partir do desejo dos alunos dos cursos técnicos integrados em continuarem pesquisando Artes, indo além do currículo básico, explica a professora Renata Bastos: “Eles ‘grudaram’ em mim para montar um grupo de dança e teatro no Câmpus Goiânia, daí veio o nome GruDanTe. Não é uma atividade obrigatória, acontece no contraturno das aulas. Funciona nas terças e quintas-feiras, à tarde, com cinco horas semanais, na sala de dança e no Teatro do IFG”.

A procura para participar do GruDanTe é tão grande, que a professora Renata revela que não há nem chamada pública de abertura para novas vagas, que são, em média, de 18 alunos. Quando um integrante deixa o grupo, já tem uma lista de espera organizada pelos próprios estudantes interessados. Para participar do GruDanTe, é preciso que o aluno disponha de tempo de dedicação e interesse.

Confira mais fotos da visita técnica do grupo na página do IFG - Câmpus Goiânia no Facebook.

 

Coordenação de Comunicação Social do Câmpus Goiânia.

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