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SEMINÁRIO

Seminário sobre a Comunidade Surda desconstrói mitos em relação à lingua de sinais

Criado: Terça, 03 de Outubro de 2017, 09h55 | Última atualização em Sexta, 20 de Outubro de 2017, 08h37

Evento também tratou das dificuldades enfrentadas pelos surdos quando são obrigados a se comunicar oralmente

Imagine morar em outro país de idioma desconhecido e que, ao tentar se comunicar com as pessoas da sua maneira, você seja impedido ou até mesmo agredido. Difícil imaginar essa situação angustiante? Pois essa foi a realidade enfrentada por muitas pessoas surdas que cresceram cercados por muitos mitos e preconceitos antes de terem o direito e a liberdade de aprenderam a Língua Brasileira de Sinais (Libras). Tais informações foram apresentadas durante o I Seminário sobre a Comunidade Surda e a Língua de Sinais, realizado ontem, 02, no IFG Câmpus Itumbiara.

Organizado pela técnica-administrativa e intérprete de Libras, Lucimar Ales de Oliveira, e pela professora de Libras, Wáquila Pereira Neigrames; o seminário teve por objetivo descontruir alguns mitos em relação às pessoas surdas e sua forma de se comunicar. O evento também foi realizado para chamar a atenção das pessoas para três importantes datas comemoradas no Setembro Azul: Dia Mundial das Línguas de Sinais (10/9), Dia Nacional do Surdo (26/9) e Dia Internacional do Surdo (30/9).

Ao longo do seminário, as intérpretes desconstruíram alguns mitos em relação à língua de sinais, e fizeram questão de afirmar que a Libras é tão complexa e importante tal como as outras línguas de modalidade oral, podendo sim expressar pensamentos abstratos, além de permitir a discussão sobre temas gerais como política, economia, artes e matemática. Libras ainda é totalmente independente da língua oral e possui uma estrutura própria, que agrega elementos como preposições e conjunções por meio de expressões faciais e corporais. Além de incorporar variações regionais e ser diferente de um país para o outro.

 

O “Setembro Azul” é assim chamado, pois essa era a cor usada para identificar as pessoas surdas na época do nazismo, comentou a professora Wáquila.

Dificuldades e superação
Além de ressaltar essas características, as intérpretes também chamaram a atenção para as inúmeras dificuldades enfrentadas pelas pessoas surdas, antes de terem sua linguagem e direitos reconhecidos. Elas citaram o exemplo daqueles que convivem com pais e familiares que não sabem Libras, ou não têm acesso às escolas que ensinam a linguagem de sinais. Falaram também sobre casos de tortura e violência, onde os surdos eram amarrados com as mãos nas costas ou apanhavam até perder o movimento das mãos, tudo isso para impedi-los de se comunicar na língua de sinais. E ainda contaram que na antiguidade, a igreja considera as pessoas surdas demoníacas.

Durante o seminário dois convidados surdos relataram suas experiências para aprender a língua de sinais. O primeiro foi o professor de Libras, Maciel M. Magalhães que relatou ter sido forçado durante a infância a se comunicar oralmente, e que só aprendeu Libras aos 16 anos de idade. A outra participante foi a aluna do curso de Licenciatura em Química, do Câmpus Itumbiara, Geane Lima. A jovem, que nasceu surda, relatou também ter sido obrigada a se comunicar oralmente e que durante o ensino médio, enfrentou muita dificuldade de aprendizado, pois a escola onde ela estudava contratou quatro intérpretes até finalmente encontrar uma profissional habilitada e qualificada para acompanhá-la nas aulas.

 

Participantes do seminário fazem gesto de "I love you" em Libras


Setor de Comunicação Social e Eventos – Câmpus Itumbiara.

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