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LEITURA

Café com leitura debate sobre literatura e juventude

Criado: Sexta, 07 de Julho de 2017, 15h25 | Última atualização em Sexta, 07 de Julho de 2017, 15h27

Atividade marcou o encerramento de projeto de pesquisa cuja etapa prática foi aplicada no Câmpus Senador Canedo

Literatura e juventude. Este foi o tema debatido pelo Café com leitura: uma noite de conhecimento e leitura prazerosa, realizado na noite desta quinta-feira, 6, na Biblioteca Municipal Arlete Tenório Castro, em Senador Canedo. A atividade que envolveu os Câmpus Senador Canedo e Goiânia, do Instituto Federal de Goiás (IFG), marcou o encerramento da etapa aplicada do projeto de pesquisa “Pressupostos teóricos aplicados na base nacional comum curricular: o quê, para quê e como ensinar literatura para jovens”.

A roda de conversa teve as participações das professoras Andréa Pereira dos Santos e Keila Matida, ambas da Universidade Federal de Goiás (UFG), sob a mediação da professora Micheline Lage, que é professora do Câmpus Goiânia e coordenadora do projeto de pesquisa. “As duas professoras convidadas têm pesquisas voltadas para a formação de leitores e sobre a relação literatura e juventude”, disse Micheline.

O Café com Leitura teve também a apresentação musical das ex-alunas do curso técnico em Música do Câmpus Goiânia, Gabriela Nunes e Amanda Araújo, que cantaram de “Tocando em frente”, de Almir Sater, a “More than words”, da banda Extreme.

Para Keila Matida, o professor deve fazer a aproximação entre o jovem e a literatura não através da simplificação da linguagem, mas sim pela reflexão e diálogo, ou seja, “pensar de que forma essa linguagem foi construída, de que forma ela traz marcas de um tempo e de que forma estas marcas que estão na língua, no texto, no livro, dialogam conosco hoje”. Assim, destaca ela, o papel do professor é essencial, não como impositor de sentido, mas como aquele que partilha e discute sentidos.

A professora Andréa ressaltou que as pesquisas revelam que as pessoas, às vezes, não leem não por desgosto, mas sim por falta de acesso à leitura. Entretanto, isto não impede a família de estimular seus filhos, isto porque é possível fazê-lo mesmo sem livros. “Minha pesquisa de doutorado mostrou que o fato de contar histórias para os filhos os motivam à leitura, e isto todos podem fazer”, contou.

Mãe, filha e um livro

Em meio ao debate, a professora Micheline convidou pais e mães para que falassem de um livro que tenham lido recentemente. Patrícia Vieira, mãe da Luana Vieira Melo, aluna do primeiro ano do técnico em Automação Industrial, se dispor a falar. Emocionada, contou que ficou muito feliz quando viu nas mãos de sua filha o livro “A marca de uma Lágrima”, de Pedro Bandeira. “Este foi um livro que me marcou e que hoje marca também a minha filha”, disse.

“Este livro [A marca de uma lágrima] além de ter marcado a adolescência da minha mãe, marcou muito a minha também. E me fez perceber a diferença de livros infanto-juvenis para livros mais adultos. Foi um livro que marcou a transição de uma leitura para outra”, relatou Luana Vieira.

A parceria

A professora do Câmpus Senador Canedo, Aline Belo, sublinhou que o estabelecimento da parceria entre os Câmpus para a realização do projeto enriqueceu o currículo dos alunos, porque possibilitou outra perspectiva de literatura, com oficinas diferenciadas e práticas artísticas. “A receptividade foi muito grande. Eles ficaram muito satisfeitos, se envolveram. E aqueles que não se inscreveram, se arrependeram”, disse.

Além das professoras Micheline e Aline, também participaram do projeto de pesquisa as estudantes do curso de Letras do Câmpus Goiânia: Flávia Nobre, do terceiro período; e Miralva Santiago Damasceno, do quarto período.

 

Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Senador Canedo.

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