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Estudantes e professor desenvolvem protótipo de carro de corrida para projeto F1 nas Escolas

Estudantes Erick, Dener, Jonathas, Matheus e professor ClovesJá imaginou ter ou, quem sabe, construir um carro de Fórmula 1? Esse desafio foi encarado por estudantes e pelo professor do Câmpus Goiânia Cloves Ferreira Júnior, que desenvolveram um protótipo para a competição internacional F1 nas Escolas (F1 in Schools). O projeto foi desenvolvido ao longo de dois anos, entre 2015 e 2016, e o resultado foi o desenvolvimento um modelo de carro de Fórmula 1 de madeira e em escala reduzida.

O desenvolvimento do projeto surgiu a partir da Chamada CNPq-SETEC/MEC Nº 17/2014 - Apoio a Projetos Cooperativos de Pesquisa Aplicada e de Extensão Tecnológica, que teve por objetivo selecionar propostas para apoio financeiro de projetos que contribuíssem para o desenvolvimento científico, tecnológico e inovação do país, bem como estimular a participação dos contemplados em competições nacionais e internacionais.

Sob a coordenação do professor do curso de Telecomunicações Cloves Ferreira Júnior, o projeto F1 nas Escolas iniciou com a participação de equipes multidisciplinares, que contou com alunos de vários cursos. Dessas, o projeto prosseguiu com a presença de oito alunos de Engenharia Mecânica (Beatriz Lima, Dener de Queiroz, Erick Cardoso, Henrique de Oliveira, Jonathas da Silva, Lucas Teixeira, Matheus Barreto e Pedro Henrique Sales), que compuseram a equipe batizada de Holsteiner.

Experiência enriquecedora

De acordo com o professor Cloves Ferreira, a participação dos estudantes no projeto possibilitou a troca de experiências positivas, bem como o conhecimento de ferramentas utilizadas atualmente na engenharia, que exploram técnicas em design, análise, produção, testes e desenvolvimento de um carro de fórmula 1 em escala reduzida. “O envolvimento com o projeto motivou os alunos a aprenderem mais, de forma lúdica, os conteúdos fundamentais do currículo profissional do engenheiro mecânico: física experimental, aerodinâmica, design, matemática financeira, marketing, produção, entre outros, além de propiciar aos jovens estudantes a oportunidade de desenvolver o espírito de liderança, o trabalho em grupo e exercitar uma língua estrangeira, o inglês, aplicando de forma prática, imaginativa e competitiva suas realizações”, destaca o professor.

Para o estudante de Engenharia Mecânica, Dener Barbosa de Queiroz, que participou de todas as etapas do projeto F1 nas Escolas, a fase mais desafiadora foi a concepção do protótipo em madeira utilizando o torno mecânico - CNC, máquina disponível no Laboratório de Usinagem do câmpus e que normalmente desenvolve peças em metais. “Fizemos cerca de seis protótipos até chegar ao modelo final”, revela Dener. O aluno esclarece que mesmo os carros oficiais da Fórmula 1 também levam uma prancha de madeira especial em sua constituição. “Participar do projeto foi muito importante para mim, porque foi um trabalho prático, manual, que saiu do giz. Permitiu ir do livro para o real.”, ressalta. O modelo em escala reduzida também possui um ducto interno, que possibilita a injeção de gás, para que o protótipo possa efetivamente funcionar e até mesmo competir em uma pista própria.

O projeto F1 nas Escolas, com sede em Londres, na Inglaterra, existe há 15 anos e incentiva a formação de equipes integradas por estudantes de até 18 anos de vários países, com objetivo de estimular a criação de um carro de corrida totalmente desenvolvido pelos discentes. Atualmente, mais de 350 mil estudantes de 40 países estão envolvidos no desafio. No Brasil, o projeto iniciou-se em 2014, com cerca de 40 alunos que participaram desta primeira edição, estando localizados nas cidades de São Paulo e Bauru.


Protótipo de carro de Fórmula 1

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Etapas de construção do protótipo

 

 

 

 

 

 

 

 

Coordenação de Comunicação Social / Câmpus Goiânia.