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“Atender às especificidades do sujeito no seu processo de aprendizagem, isso é que é importante”, afirma professora

Evento reuniu educadores, pedagogos, assistentes sociais, professores e servidores

A manhã de hoje, 12, foi de muito conhecimento e bagagem para os participantes do evento Diálogos sobre Inclusão no IFG, no Câmpus Goiânia. Desde ontem, 11, servidores de todos os câmpus do Instituto Federal de Goiás (IFG) estão reunidos para tratar das ações afirmativas na Instituição, do atendimento às pessoas com necessidades específicas, nas suas mais variadas formas: físicas, intelectuais, mentais, com transtornos de desenvolvimento, dentre outros. A ministrante do curso foi a professora do Câmpus Goiânia Oeste, Ana Beatriz Machado de Freitas, atuante há 17 anos na educação especial, seja com pedagoga ou psicopedagoga, inclusive carregando no currículo um trabalho de 10 anos na Apae Goiânia.

A professora ressalta que o mais importante é a capacitação dos docentes e servidores que vão lidar no dia a dia com essas pessoas portadoras de necessidades específicas, sejam elas físicas ou não. “É a orientação, a capacitação que é importante, para que toda a comunidade tenha conhecimento das necessidades básicas educacionais impostas pela legislação e o que temos na Instituição”, afirma a professora e completa ainda: “Além da necessidade de mudar a questão arquitetônica, adaptar os espaços, é preciso que tenhamos a percepção da necessidade do outro, do que é mais específico, como achar alternativas para ensinar geografia a um cego e tornar a comunicação acessível ao outro”, defende.

Ana Beatriz defende que a legislação brasileira fugiu um pouco do que preconizava a Declaração de Salamanca, de 1994, sobre os princípios, políticas e práticas na área das necessidades educacionais especiais, reconhecendo, no Brasil, apenas as necessidades físicas, intelectuais, sensoriais (cegueira, baixa visão, surdez e auditiva), os transtornos de desenvolvimento e as altas habilidades e perdendo “o caráter mais amplo de atendimento, que é o tratamento das necessidades específicas de cada um. E vinculando a deficiência às questões médicas e clínicas, principalmente”, conta.

Um dos exemplos mencionados pela professora é o esteriótipo que ainda temos no que tange às pessoas com deficiência física, das pessoas acharem que isso significa apenas ser cadeirante, alertando que é preciso “olhar para além dos esteriótipos e pensarmos que a deficiência física também significa ter apenas dificuldade de mobilidade em um membro, comprometimento parcial de alguma parte ou lado do corpo”, diz. Outro ponto que demonstra falta de conhecimento dos profissionais e das pessoas, afirma Ana Beatriz, é achar que a paralisia cerebral (falta de oxigenação no cérebro do bebê) é algo mental, sendo que na verdade é uma deficiência física. “Aí chegam casos na Apae ou no Pestalozzi de pessoas com essa paralisia, sendo que são instituições que tratam de problemas mentais”, diz.

Questões práticas podem contribuir para melhoria da comunicação das pessoas com necessidades específicas, como adaptação de objetos, carteira com “prancha de comunicação”, tecnologias na área computacional, como leitores de texto, mouses e teclados diferenciados, o sistema EyeMax, que faz controle por movimento ocular. Uma plataforma brasileira citada para comunicação alternativa para pessoas com necessidades específicas é o Livox, um aplicativo pra celular e tablet que apresenta imagens, em forma de ícones, e que ao clicar nesses ícones, o aplicativo reproduz com som o que está apresentado.

 

Napne

A abertura do evento foi realizada na noite de ontem, 12, também no Câmpus Goiânia, que contou com a presença de cerca de 60 pessoas. E um dos pontos altos foi o lançamento oficial dos Núcleos de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas (Napnes). A pró-reitora de Ensino, Oneida Cristina Irigon, afirma que os núcleos vão organizar o trabalho para melhorar o atendimento do IFG em relação às pessoas com deficiência, “acolhendo melhor esses alunos, que ingressam na Instituição por meio do sistema de cotas”, diz. Eles vão centralizar o trabalho, propor atividades, adaptações físicas, reunir informações acerca desse público.

Na Pró-reitoria de Ensino (Proen) funcionará um Núcleo central, mas cada câmpus terá que ter seu Napne, vinculando à Proen, conta Oneida. Eles são formados por no mínimo quatro membros, mas podem contar com a participação voluntária de estudantes e até da comunidade externa. “Servidores estão preocupados com esse atendimento, porque precisa de muita formação e capacitação, é um atendimento que deve ser feito por todos da Instituição”, finaliza. Alguns câmpus já possuem adaptações arquitetônicas, conta Oneida, nos banheiros, nas salas de aulas, que possuem portas mais largas, no uso de tecnologias específicas para esse público, outros ainda serão adaptados.

 

Mais informações sobre os Napnes, acesse a resolução que regulamenta os núcleos.

Mais informações sobre acessibilidade e inclusão, acesse a página da Proen.

 

Diretoria de Comunicação Social/Reitoria.

 

 

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