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MEIO AMBIENTE

Estudantes escrevem sobre memórias e sabores em oficina de Jornalismo Ambiental

Criado: Segunda, 08 de Julho de 2019, 13h49 | Última atualização em Terça, 09 de Julho de 2019, 15h01

Coco babaçu, beijú e pamonha: confira as recordações descritas na oficina “Jornalismo e Gastronomia - narrativas de cozinha afetiva”

imagem sem descrição.

Dentre a programação desenvolvida no Dia do Meio Ambiente, os estudantes que participaram da oficina “Jornalismo e Gastronomia - narrativas de cozinha afetiva”, monitorada pela jornalista ambiental Sara Campos, foram encarregados de escrever sobre as memórias que determinados ingredientes poderiam trazer.

A jornalista explica que a atividade procurou resgatar lembranças da infância e adolescência de alguns pratos ou temperos que trazem o sentimento de pertencimento à cultura e ao território. “Foi interessante ver como existem tantos ingredientes de nossa biodiversidade que enriquecem não apenas os biomas, mas as memórias de tanta gente” declara.

O resultado foi uma mistura de sabores com lembranças e culturas que podem ser conferidos a seguir. 

Após finalizar a atividade, ainda foi realizada uma roda de conversa junto com os estudantes sobre a presença da agricultura familiar em cada um dos ingredientes descritos, e a importância de se consumir receitas e insumos regionais como forma de valorizá-los.

 

 

A vida depois do coco babaçu

Rafael Pereira Ribeiro

Meio Ambiente

  

O coco babaçu é um ingrediente muito comum na culinária do Maranhão. Lá muitas receitas são preparadas junto com ele. Dentro da minha família materna, quebrar o coco babaçu era uma profissão. Atualmente essa atividade está sendo muito esquecida e pouco valorizada. Mesmo com esses desafios, consumir coco babaçu é uma forte identidade local e contribui para o desenvolvimento econômico e social de um povo.

Minha mãe desde muito jovem era uma quebradeira de coco junto com suas irmãs. Elas faziam isso diariamente para ganhar dinheiro. Depois de muito trabalho e esforço elas conseguiram se sustentar e seguiram seus próprios rumos, mas nada disso seria possível se não fosse o coco babaçu. Por isso esse ingrediente é tão importante para minha família e para mim. Nossas lembranças são muito boas, apesar desta atividade de quebrar coco ser algo sofrido.

Antigamente o ofício das quebradeiras de babaçu era muito comum pelos interiores do Maranhão. Fazia-se o leite e o óleo do coco. Nas cozinhas de lá nunca faltava esse leite. Atualmente, com a inovação e a industrialização, o trabalho manual ficou cada vez mais extinto e foi substituído pelo maquinário das indústrias que dominaram a produção e o comércio.

Como muitas famílias trabalhavam com a extração do babaçu, a economia do interior acabava girando e as famílias garantiam um sabor característico nas comidas. Minha mãe aprendeu muitas receitas com a minha avó, que também era quebradeira. Depois de muita luta ela conseguiu comprar uma casa e dar um futuro aos seus filhos.

Minhas lembranças do coco babaçu estão atreladas às minhas viagens ao Maranhão. Toda vez que nós íamos até lá, minhas tias que ainda moravam no interior faziam o leite e o óleo para minha mãe. Lembro daquelas montanhas de coco que serviam como palco de brincadeiras com meus primos. As comidas feitas com o coco babaçu marcaram minha infância. Até hoje posso sentir o cheiro do baião-de-dois e do ovo frito com óleo além do peixe cozido com o delicioso leite.

 

 

As lembranças do beijú

Thamires Paiva

Vigilância em Saúde

 

Quando viajei para o Piauí, tive novos conhecimentos em várias áreas: uma delas, sem dúvida, é a gastronomia. Lá as pessoas têm gostos bem peculiares em relação aos meus e foi nesta região que eu provei o beijú pela primeira vez.

Também conhecido como tapioca, o ingrediente derivado da mandioca foi um dos primeiros alimentos que consumi no Piauí e gostei bastante. Atualmente o beijú está presente com frequência em meu café da manhã, bezuntado com manteiga e acompanhado de uma boa xícara de café. É uma delícia!

Confesso que a primeira vez que experimentei eu critiquei, mas costumo ser assim com a maioria dos alimentos. Depois passo a gostar tanto que critico aos outros que não gostam.

Tenho uma relação afetiva com o beijú, porque além de agradar meu paladar, ele me faz lembrar do Piauí, da minha avó que tanto amo, da viagem sensacional que fiz, das pessoas que conheci e das muitas histórias que vivi. Um alimento bom é um alimento que agrada tanto a minha fome como as lembranças. E foi essa a experiência que tive com o beijú.

 

 

Pamonha: um caso de amor e ódio

Daniel Ribeiro

Análises Clínicas

     

A pamonha para mim é um dos melhores alimentos já inventados. Esse quitute brasileira é muito comum no Nordeste,Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraná, São Paulo e Tocantins. Dizem que ela pode ter origens indígenas. Na minha família esse alimento é bem comum e apreciado. Ela sempre foi viciada em pamonha, especialmente pelo fato de meus pais serem do nordeste e minha avó saber fazê-la.

Desde sempre todos na minha família gostavam desse alimento, menos eu.  Alguns preferiam pamonha doce ou salgada, e eu, não preferia nenhuma das duas opções!

Quando eu era pequeno odiava tudo na pamonha: sua consistência, seu gosto e seu cheiro. Sempre que me ofereciam eu recusava. Na minha humilde opinião ela era muito ruim.

Porém, como as coisas mudam, os dias passam e o gosto pelas coisas se altera, e um belo dia, nas minhas férias, minha mãe estava comendo pamonha...  Eu olhei para essa pamonha com vontade de prová-la. Então ela me ofereceu um pedaço e eu descobri que pamonha não era tão ruim como pensava. Desde então me apaixonei por ela e não perco a chance de comê-la quando posso.

 

 

Comunicação Social / Câmpus Águas Lindas 

 

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