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mulher na ciência

Biólogas tratam de carreira, maternidade e desafios no terceiro dia da Semana Integrada do Cerrado

Publicado: Quinta, 14 de Setembro de 2023, 18h32 | Última atualização em Sexta, 29 de Setembro de 2023, 18h44

Mesa-redonda foi realizada para celebrar o Dia Nacional do Biólogo e Bióloga, comemorado em 3 de setembro

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A III Semana Integrada do Cerrado não deixou de contemplar o Dia Nacional do Biólogo e Bióloga, disponibilizando, em sua programação virtual, a mesa-redonda Desafios e Cotidiano das Biólogas no Brasil. A atividade foi transmitida na noite desta quarta-feira, pelo canal da Semana Integrada do Cerrado, no YouTube. Além de estudantes do Câmpus Formosa do Instituto Federal de Goiás (IFG) e do Câmpus Posse do IFGoiano, o evento foi acompanhado por participantes de outros câmpus de Goiás e instituições do país, como UNIFAP, UFNT e UNEB.

A professora doutora Thaís Amaral e Silva, do Câmpus Formosa do IFG, participou da mesa-redonda com as docentes Fabiane Silva Darosci Brito, do IFGoiano/Câmpus Posse, e Lorena Dall’Ara Guimarães, da Faculdade de Letras da Universidade Federal de Goiás (UFG). Thaís Amaral apresentou as atuações dos biólogos e discorreu sobre a necessidade constante de aperfeiçoamento. “Todas as vezes que vamos falar de carreira profissional, a gente tem que ter em mente que está numa carreira em que essa necessidade é muito alta”, avaliou.

Para as mulheres, a cobrança, em diversos níveis, é maior e isso afeta a colocação profissional. Conforme dados de uma pesquisa realizada com instituições de 34 países pelo programa Parent in Science, a proporção de mulheres muda ao longo da carreira acadêmica. As mulheres são minoria nas carreiras docentes e líderes de grupo, representam menos de 30% dos cientistas no mundo e ocupam apenas 24% dos cargos de professor titular. Enquanto os homens atingem o ápice de produção acadêmica na casa dos 40 anos, as mulheres conseguem o feito após os 50.

A doutora também apresentou dados do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Câmpus Formosa: enquanto 67% do corpo discente é formado por estudantes do gênero feminino, apenas 34% de mulheres compõem o corpo docente do curso. A notória inversão comprova o efeito tesoura.

 

Maternidade

Ser mãe e bióloga é um desafio. De acordo com Thaís, “maternidade ainda tem uma relação com a ciência que está se construindo a passos muito lentos”. Pensando em uma carreira em que a profissional siga da graduação ao pós-doutorado, ela conseguirá inserção no trabalho dos 30 aos 34 anos, período em que a fertilidade da mulher entra em declínio. Nesta fase, a mulher entre no dilema de se dedicar à maternidade ou à profissão. “Esse duelo acaba acontecendo na cabeça da maioria das mulheres, quando chega a este ponto, que ela precisa lidar com esta escolha difícil”, explica a bióloga.

Quando o primeiro filho chega, em média, por volta dos 32 anos, a produção científica da mulher é reduzida. É o que aponta o levantamento da Parent in Science de 2018. Segundo ele, há uma queda drástica na produção até os quatro anos seguintes ao início da maternidade. Após este período, a produção volta a crescer. “Por isso, muitas vezes, a maioria das mulheres é criada com o forte pensamento de que precisa escolher entre a maternidade e a carreira acadêmica”, analisou a pesquisadora. Cuidar sozinha do filho, como faz a maioria, afeta o cumprimento de prazos para submissão de pesquisas e a realização do trabalho em casa.

Por outro lado, a docente também apontou algumas conquistas para as mulheres: a inclusão da licença-maternidade no currículo Lattes; o surgimento de editais de Fomento e Pibic que consideram a licença; a Lei nº 13.536/2017, que trata da licença-maternidade para a pós-graduação, dentre outras.

Para exemplificar, Fabiane Brito e Lorena Dall’Ara Guimarães relataram sua vida pessoal e carreira. Fabiane chamou a atenção para o baixo reconhecimento de mulheres na ciência. “Há um silenciamento subliminar do quão significativas são as conquistas de uma mulher para a ciência”, declarou. Para Fabiane, “a superação precisa partir de um compromisso de toda a sociedade, porque além de todos os esforços, a gente precisa de empatia, de políticas públicas, de incentivo, de compreensão, de flexibilização de horários”. Por sua vez, Lorena discorreu sobre a importância do acolhimento. “Fortalecer esse vínculo entre nós, mulheres, partir para a ação, às vezes, é sentir que nós temos força. Temos que nos abraçar”, enfatizou.

 

Programação

A programação da Semana termina neste sábado. O Câmpus Formosa ministrará, na tarde desta sexta-feira, a palestra presencial “Aspectos Morfológicos da Lonomia Oblíqua criada em plantas nativas do Cerrado”, com o professor Leandro Santos Goulart e a professora do IFGoiano/Câmpus Posse, Rafaela Miranda dos Santos. À noite, o professor do Câmpus Formosa, Lemuel da Cruz Gandara, aplicará a oficina “Escrita Criativa: exercícios contra-antropocêntricos e a animalidade na literatura”, na sala T-302. No sábado de manhã, será a vez da “Oficina Sensorial do Bioma Cerrado”, atividade presencial no Câmpus Formosa com Rafaela Miranda.

A III Semana Integrada do Cerrado conta com recursos do Edital nº 11/2023 do Programa de Apoio a Eventos no País (PAEP), da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).

 

Acesse aqui a página do evento e confira a programação completa.

Assista aqui à mesa-redonda na íntegra.

 

Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Formosa

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