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EMPREENDEDORISMO SOCIAL

Projeto Células Empreendedoras dá oportunidades de criação de pequenas empresas que visam ao desenvolvimento social

Criado: Quarta, 04 de Abril de 2018, 15h53 | Última atualização em Quarta, 09 de Maio de 2018, 13h50

Lançamento do projeto no IFG será realizado no dia 10 de abril

 

 Estudantes e servidores do Instituto Federal de Goiás (IFG) têm um novo desafio: participarem das competições do Projeto Células Empreendedoras IF. Projeto inovador no IFG e que já funciona em outras instituições de ensino do País, uma célula empreendedora é um grupo de jovens - no caso, estudantes do Instituto e demais participantes - orientados ou não por professores/mentores, que por meio das mídias sociais e de um ecossistema de ações de fomento à criatividade, são incentivados a terem mais autonomia e um espírito empreendedor, voltado para a criação de ações de desenvolvimento social, que consiga dar conta de problemas e questões que afligem o dia a dia das cidades e das comunidades regionais.

“É um projeto positivo para o IFG porque apresenta a metodologia da célula empreendedora pelo viés do empreendedorismo social. Vamos dar oportunidade para os alunos despertarem para um olhar coletivo, para a criação de soluções para problemas sociais da sua comunidade e sua cidade. Os institutos de ensino têm esse papel, de desenvolver a criatividade para possibilitar que os estudantes conheçam ferramentas para empreender em benefício do social”, afirma a coordenadora do projeto no IFG, a professora do Câmpus Aparecida, Lillian Pascoa Alves.

Em parceria com empresas e incubadoras, os alunos terão oportunidade de criar projetos inovadores e, além disso, poderem executar esses projetos com a criação de pequenas empresas ou startups, que é grupo de pessoas que possui uma ideia de negócio viável, que pode tornar-se um pequeno empreendimento de baixíssimo custo, com espaço compartilhado de trabalho, utilização de moedas virtuais etc. Essas empresas terão que desenvolver ações de cunho social, voltadas para a resolução de problemas das cidades e regiões onde estão inseridas, como trânsito e meio ambiente -, e a criação de ações de sustentabilidade, inclusão e acessibilidade, por exemplo.

Ela ressalta ainda que o modelo de competição criado para execução do projeto surgiu porque a faixa etária dos jovens do ensino médio e superior do Instituto, que poderão participar, é “estimulada pela competição. As equipes serão selecionadas, não pelos melhores projetos, mas pelas melhores ideias, as que beneficiarão maior quantidade de pessoas das comunidades, de toda a sociedade”, conta a professora. A ideia de implantar o projeto no IFG, segundo ela, é ampliar a ideia de empreendedorismo para além da acepção tradicional focada no mercado, no negócio e no lucro, mostrando o cunho social e de transformação da sociedade.

Pelo projeto, “usualmente uma Célula Empreendedora transforma-se em uma empresa ou envolve-se em transformações de cunho social, além de gerar profissionais de alta competência para o mercado cada vez mais carente de pessoas com um perfil inovador”.

 

O projeto

Coordenado nacionalmente pela Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC), o IFG é o primeiro, dentre as seis instituições participantes em 2018, da implantação da metodologia Células Empreendedoras nesse ano, que será lançado em Goiânia e realizado em mais cinco institutos federais do Brasil: Paraná (IFPR), Rio de Janeiro (IFRJ), Rondônia (IFRO), Paraíba (IFPB) e Pernambuco (IFPE). A coordenação-geral do projeto, por indicação da Setec, é do professor do IFG Wesley Pacheco Calixto. No Instituto Federal de Goiás, a equipe da coordenação do projeto conta ainda com os servidores: Brunna Carolinne Rocha Silva (Senador Canedo), Felippe dos Santos e Silva (Senador Canedo), José Alberto Gobbes Cararo (Campus Valparaíso), Luiz Eduardo Bento Ribeiro (Senador Canedo), Márcio Rodrigues da Cunha Reis (Senador Canedo), Ruberley Rodrigues de Souza (Jataí), Sérgio Botelho de Oliveira (Goiânia) e Viviane Margarida Gomes (Reitoria).

O investimento no projeto como um todo, feito pela Setec e para distribuição nos seis IFs, é da ordem de R$ 573.276,76, que será aplicado em todas as etapas. Os serviços de gestão administrativa e financeira, bem como a contratação dos palestrantes, a parceria com os investidores externos, ficarão a cargo da Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape), da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Etapas

A primeira ação do projeto será o seu lançamento, que ocorrerá no dia 10 de abril, às 19 horas, no Teatro do IFG - Câmpus Goiânia. A segunda etapa, a capacitação dos multiplicadores/educadores - servidores - em cada instituto federal. A próxima ação - Maratona Células Empreendedoras IFG - acontecerá de 11 a 15 de junho (cada instituto fará a sua individualmente), também no Câmpus Goiânia, e contará com a participação de 150 alunos do IFG e cerca de 40 servidores/mentores, divididos em equipes e que participarão de palestras e farão discussões sobre soluções para os problemas locais/sociais da cidade ou região. Essa etapa já será uma primeira competição, cujos cinco grupos vencedores serão selecionados para as próximas fases. Serão premiadas com troféus e um programa de formação on line (Living Lab) - próxima etapa, a ser ofertado durante dois meses, para que as empresas em formação se transformem em negócios de alto impacto, as chamadas startups. A partir do Living Lab, o cronograma será divulgado posteriormente, mas conclusão de todas as fases deverá ocorrer até o final de 2018

A próxima fase será a realização de uma Conferência de Inovação e Empreendedorismo, já com a participação de todas as equipes selecionadas dos seis institutos, quando os resultados dos projetos serão apresentados à comunidade. O evento terá dois dias de duração e contará com palestras de pessoas renomadas e uma Rodada de Negócio, em que os empreendedores concluintes do programa apresentarão seus projetos a brokers/investidores externos. No evento serão selecionados pelos investidores convidados, os três melhores projetos de alunos e os três melhores educadores/mentores.

E por fim, os participantes passarão pela Jornada Empreendedora, quando dois representantes das três melhores equipes ganhadoras do Living Lab, escolhidos na Conferência final, junto com os três melhores educadores mobilizadores de todo o programa, serão premiados com viagem de intercâmbio para conhecer o ecossistema de referência mundial, o Porto Digital, em Pernambuco.

O projeto prevê ainda o lançamento de um portal nacional de Tecnologia Educacional IF, para educar, integrar e disseminar as atividades empreendedoras dos institutos federais. Será um portal exclusivo dentro da rede Células Empreendedoras com notícias, artigos e informações das células, mentores e parceiros das instituições, de todos os participantes.

Para participar do projeto, no IFG, os estudantes terão que se inscrever. A seleção será feita pela ordem de inscrição, que começará no dia do lançamento, 10, às 19 horas. O link para a inscrição será publicado posteriormente. Os câmpus do IFG que aderiram ao projeto terão uma cota de alunos que poderão fazer parte das competições. O estudante precisa se informar no câmpus para saber se é possível participar ou não. Para servidores que tenham interesse em participar, é preciso ir no dia do lançamento e entrar em contato com a equipe de coordenação do projeto.

Contextualização

A metodologia Células Empreendedoras está sendo disseminada por todo Brasil por meio do Instituto de Apoio à Universidade de Pernambuco (IAUPE), Universidade que o professor Genésio Gomes, idealizador do projeto, é professor desde 2011 e que possui os direitos exclusivos de implantação da metodologia Células Empreendedoras em todo o Território Nacional. Ela surgiu em 2008, no curso de Sistemas de Informação da Faculdade Integrada do Recife -FIR/Estácio.

O projeto foi evoluindo ao longo dos anos com base em princípios que retratam suas características de ser participativo, dialógico, primar pelo autodesenvolvimento das pessoas, valorizar as lideranças, encorajar autonomia e o espírito empreendedor, ser colaborativo e fazer uso de ferramentas/mídias sociais como um instrumento de articulação e execução de empreendimentos colaborativos. Hoje, a equipe de consultores coordenam ações de educação empreendedora em parceria com entidades como Endeavor, Campus Party, Unesco, Brazil+Empreendedor, Rede Brasileira de Cidades Inteligentes e Humanas, Secretaria de Empreendedorismo da Prefeitura do Recife, Ministério de Desenvolvimento Social e Agrário do Governo Federal, a Secretária de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação do Mato Grosso - SECITEC etc.

Um exemplo de aplicação de sucesso da metodologia foi a criação da Célula CanGame, uma plataforma para apoio à crianças autistas, que já ganhou mais de 20 prêmios, incluindo o mais recente da WSA - World Summit Award, uma premiação de repercussão mundial apoiada pela ONU. Outros dois exemplos são: Célula Playful - startup de games, 3ª melhor colocada na regional nordeste no Desafio Brasil 2012. Ganhou Prêmio Santander Universidades Empreendedorismo 2012, com projeto GIGAMIGOS na categoria Economia Criativa; Célula Azul Luz - liderada pelo aluno da POLI/UPE, Caio Guimarães, ganhou prêmio de inovação em Harvard. O mesmo foi considerado pela FORBES como um dos jovens mais influentes do Brasil abaixo dos 30 anos. Hoje, o nome do projeto chama-se BEONE e é destaque mundial como negócios social da Aceleradora Yunus Negócios Sociais.

 

 

 

Diretoria de Comunicação Social/Reitoria.

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