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arte

Exposição “1000 vezes tempos melhores” apresenta trabalhos com origami

Criado: Quarta, 11 de Maio de 2022, 19h30 | Última atualização em Segunda, 13 de Junho de 2022, 19h11

A mostra fica em visitação até o dia 16 de maio

imagem sem descrição.

Alunos e vistantes podem apreciar a exposição “1000 vezes tempos melhores" no Câmpus Luziânia do IFG, até 16 de maio. As obras estão disponíveis desde o dia 25 de abril na recepção do câmpus, pátio e biblioteca. Feita pelos estudantes dos segundos anos dos cursos técnicos integrados ao ensino médio em Edificações, Informática para Internet e Química, a mostra é resultado do trabalho com papel, por meio da técnica origami.

A exposição foi produzida na disciplina de Arte e Processos de Criação, com orientação da professora de Artes Visuais, Giselle Dias. A professora contou que foi escolhida a figura do Tsuru, ave nativa e sagrada do Japão, símbolo da saúde, boa sorte, felicidade, longevidade e fortuna. Os estudantes realizaram a dobradura de mil tsurus em origami, que foram organizadas no formato de instalações artísticas demonstrando o desejo/pedido de tempos melhores, com mais fraternidade, tolerância e apreço pela vida humana.

Essa exposição é significativa por tratar de uma temática sensível que nos faz refletir sobre ter esperança em tempos difíceis e por ser um momento de exibição e socialização das experiências artísticas realizadas em sala de aula, etapa que faz parte do processo de aprendizagem em Artes Visuais”, afirmou a professora Giselle.

 

Curiosidades

Origami é a arte da dobradura de papel. A palavra é oriunda do japonês "ori", que significa dobrar, e "kami", que significa papel. Trata-se de uma técnica japonesa milenar de transformar simples folhas de papel em formas escultórica/tridimensional/espacial com representações figurativas ou não.

 

- TSURU: conta a lenda japonesa que o tsuru pode viver até mil anos. Diz-se que aquele que fizesse mil tsurus de origami teria um pedido atendido pelos deuses. Essa lenda ficou mundialmente conhecida com a triste história de uma garotinha chamada Sadako Sasaki, que sofreu com as consequências da radiação da bomba atômica da 2ª Guerra Mundial. Os estudantes do Câmpus Luziânia foram sensibilizados com a história de fé e esperança de Sadako Sasaki, encantados com o simbolismo do tsuru e desolados com os acontecimentos do momento pandêmico que vivemos recentemente e da desumanidade da guerra que estamos acompanhando entre Rússia e Ucrânia com desastrosas consequências sociais e econômicas.

 

- História da garotinha Sadako Sasaki

Sadako Sasaki nasceu em Hiroshima e tinha apenas dois anos de idade quando os americanos lançaram a bomba atômica sobre a cidade. Ela vivia distante do epicentro da bomba e, junto da mãe e do irmão, saiu ilesa do ataque. Mas consta que durante a fuga, eles foram encharcados pela chuva negra (radioativa) que caiu sobre Hiroshima ao longo daquele dia fatídico. E 10 anos depois ela foi diagnosticada com leucemia, doença que já estava matando outras crianças expostas à bomba e chamada de "doença da bomba atômica". Ela foi internada em fevereiro de 1955, uma amiga em uma visita a presenteou com a dobradura de um tsuru e contou-lhe a lenda dos mil tsurus de origami.

Sadako decidiu fazer os mil tsurus, desejando a sua recuperação. Mas a doença avançava rapidamente e Sadako cada vez mais debilitada, prosseguia dobrando lentamente os pássaros, sem mostrar-se zangada e sem entregar-se.

Em dado momento Sadako compreendeu que sua doença era fruto da guerra e mais do que desejar apenas a sua própria cura, ela desejou a paz para toda a humanidade, para que mais nenhuma criança sofresse pelas guerras. Ela disse sobre os tsurus: "Eu escreverei PAZ em suas asas e você voará o mundo inteiro".

Sadako decidiu fazer os mil tsurus, desejando a sua recuperação. Ainda em 1955, Sadako montou seu último tsuru e faleceu, amparada por sua família. Ela não conseguira completar os mil origamis, fizera 644. Mas seu exemplo tocou profundamente seus colegas de classe e estes dobraram os tsurus que faltavam para que fossem enterrados com ela.

Tristes e sensibilizados, os colegas decidiram fazer algo por Sadako e por tantas outras crianças. Formaram uma associação e iniciaram uma campanha para construir um monumento em memória à Sadako e a todas as crianças mortas e feridas pela guerra. Com doações de alunos de cerca de 3.100 escolas japonesas e de mais nove países, no ano de 1958, foi erguido em Hiroshima o MONUMENTO DAS CRIANÇAS À PAZ, também conhecido como Torre dos Tsurus, no Parque da Paz no Japão.

O monumento de granito simboliza o Monte Horai, local mitológico, onde os orientais acreditam que vivem os Espíritos. No topo do monte está a jovem Sadako segurando um tsuru em seus braços estendidos. Na base do monumento estão gravadas as seguintes palavras:

"Este é nosso grito,
Esta é nossa oração:
PAZ NO MUNDO"

Todos os anos, milhares e milhares de tsurus de papel colorido são enviados de toda parte do Japão e do mundo, num gesto de carinho que demonstra também a preocupação das crianças e o poder delas de trabalhar por uma causa justa.

Certamente foi doloroso para a família de Sadako aceitar a morte de uma familiar de apenas doze anos de idade, mas ela deixou um exemplo para a posteridade num gesto poderoso de devoção e amor ao próximo. Que as crianças do mundo todo desejem pacificamente o mesmo que Sadako: um mundo melhor, sem guerras.

Fonte: https://www.asiashop.com.br/page,arq,Origami_Tsuru.html

 

Veja aqui fotos da exposição “1000 vezes tempos melhores”.

 

Coordenação de Comunicação Social / Câmpus Luziânia.

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