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Ensino médio

3º Integra discute currículo integrado no IFG

Palestrantes destacaram que Institutos Federais devem resistir ao projeto neoliberal de educação

  • Criado: Terça, 13 de Novembro de 2018, 17h33
  • Última atualização em Segunda, 03 de Dezembro de 2018, 11h21
Os professores Dante Henrique Moura e Sandra Regina Garcia foram os expositores da mesa-redonda da tarde
Os professores Dante Henrique Moura e Sandra Regina Garcia foram os expositores da mesa-redonda da tarde

O Instituto Federal de Goiás (IFG) realiza hoje, 13, e amanhã, 14 de novembro, a terceira edição do Integra - Políticas de Ensino no IFG: currículo integrado em debate. O evento, que foi aberto no início da tarde de hoje, tem como objetivo debater o currículo integrado e a formação dos alunos dos cursos técnicos integrados ao Ensino Médio, ofertados pela Instituição. A participação é aberta a todos os servidores do IFG. 

O 3º Integra foi aberto em solenidade com a presença do reitor do IFG, professor Jerônimo Rodrigues da Silva e do reitor do Instituto Federal de Brasília, Wilson Conciani. Também compuseram a mesa de abertura os pró-reitores do IFG, Oneida Irigon, de Ensino, e Paulo Francinete Silva Júnior, de Pesquisa e Pós-Graduação.

O reitor do IFG destacou a importância dos debates institucionais e disse que eles serão contínuos, para que a Instituição esteja sempre buscando melhorar e oferecer educação de qualidade. Já o reitor do IFB apresentou questionamentos sobre o ensino integrado e afirmou que “integrar conhecimentos é mais importante que integrar currículos”.

A pró-reitora de Ensino disse que os debates sobre currículo integrado no IFG estão avançando e informou que alguns câmpus já elaboraram suas minutas de diretrizes curriculares. Oneida destacou a aprovação pelo Conif, do documento elaborado pelos Fórum de Ensino, contendo as diretrizes indutoras para o currículo integrado. Segundo ela, essas diretrizes vão fortalecer os debates nos institutos federais, incluindo o IFG.

Paulo Francinete falou da importância da constituição de um espaço de debate que proporciona a construção coletiva dos currículos dos cursos do IFG. Segundo ele, o momento político que o Brasil está vivendo torna necessário também a ampliação do debate para o futuro próximo do IFG e da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

Ameaças

A conjuntura brasileira foi o ponto de partida da exposição do professor Dante Henrique Moura, do Instituto Federa do Rio Grande do Norte, o primeiro expositor da mesa-redonda “Aspectos políticos e metodológicos do currículo integrado”, na sequência da abertura oficial. A professora Sandra regina Garcia, da Universidade Estadual de Londrina, também foi expositora e o debate foi mediado pela professora do IFG, Maria Valeska Lopes Viana.

Dante disse que o contexto brasileiro atual é de regressão social e que essa regressão ameaça o projeto de educação centrado na formação integral, caso do Ensino Médio Integrado dos institutos federais, e mais amplamente de toda Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica.

Segundo ele, o pensamento hegemônico no país, que foi legitimado pelas eleições de outubro, é o neoliberal, tem foco na dimensão econômica. Para esse pensamento, a educação precisa estar voltada para a produção de inteligências técnicas, sem preocupações com a totalidade social. Já a educação integral busca a formação de sujeitos que têm conhecimentos técnicos, mas que também possam estabelecer relações entre sua área de conhecimento e a totalidade social na qual está inserido.

Ele propõe acredita que os institutos federais têm condições materiais objetivas de resistir às investidas do futuro governo brasileiro e que esse modelo de resistência seja não apenas para a Rede Federal, mas para toda educação brasileira. “Não é algo fácil, mas precisamos chamar a sociedade para o debate e propôr que as mesmas condições da Rede Federal sejam garantidas às redes estaduais”, afirmou.

Sandra regina concordou que os institutos federais podem ser espaço de resistência ao que está sendo proposto para a educação brasileira. Ela fez um histórico das mudanças na legislação, desde a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), em 1996, alertando que o objetivo é a politecnia. Segundo disse, não houve resistência suficiente nos anos 1990, mas que é preciso haver agora, para que a formação integral não seja suplantada.

Programação

As atividades do 3º Integra continuam hoje à noite. Às 19 horas, haverá apresentação do projeto de constituição do núcleo de base pelo Observatório do Mundo do Trabalho e, às 19h40, relatos de experiências das Comissões Locais das Diretrizes do Ensino Médio Integrado do IFG.

Amanhã, quarta-feira, haverá comunicações orais (trabalho previamente inscritos), das 8h30 às 12 horas. À tarde, será realizada a mesa-redonda “A mediação pedagógica nos processos educativos a distância”, com exposição das professoras Joana Peixoto, do IFG, e Mirza Seabra Toschi, da UFG/UEG, com mediação da professora Cristiana da Costa, do IFG.

 

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