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Evento

Câmpus inicia a I Semana Integrada de Engenharia de Produção

Criado: Quinta, 11 de Abril de 2019, 15h11 | Última atualização em Quinta, 11 de Abril de 2019, 15h26

Palestrantes apresentaram sob diferentes ângulos os desafios e possibilidades da Engenharia de Produção

   Amos discutiu sobre a chave para a prosperidade material

Teve início na tarde de ontem, 10, a I Semana Integrada da Engenharia de Produção do Câmpus Senador Canedo do Instituto Federal de Goiás (IFG), cujo tema é “O papel da Engenharia de Produção no desenvolvimento regional: desafios e possibilidades”. A abertura foi realizada na Biblioteca Municipal Arlete Tenório de Castro e contou com a presença do Pró-Reitor de Administração, José Carlos Barros Silva, e do Diretor-Geral do Câmpus, Aldemi Coelho Lima. A programação da Semana segue até sexta-feira, 12.

O primeiro dia da Semana trouxe três palestras que a partir de diferentes ângulos trataram sobre os desafios e possibilidade da Engenharia de Produção. O Engenheiro e Diretor e proprietário da Gabitec, Amos Blanche, foi o primeiro a ministrar palestra. À plateia, perguntou: qual o segredo da prosperidade material?

“Todas estas empresas produzem produtos ou prestam serviços de excelência de uma forma excelente”, destacou. E aos presentes novamente perguntou: quem é o responsável pela excelência na execução? “O Engenheiro de Produção, é ele a chave para a prosperidade material”, enfatizou Amos.Antes de responder à questão feita, ele expôs exemplos de empresas que prosperaram e outras que não o fizeram. No ramo dos smartphones, mencionou ascensão da Apple e a queda da Blackberry, que hoje não vende um sequer aparelho. Falou também da Dell, da Toyota e da Ambev. “O segredo da prosperidade está na execução”, respondeu Amos.

O desafio da água


   Professor Nilson tratou sobre a água, enquanto matéria-prima básica

Em seguida, o professor da Escola de Engenharia Civil e Ambiental (EECA), da Universidade Federal de Goiás (UFG), Nilson Clementino, ministrou palestra sobre produção e o meio ambiente. Inicialmente, esclareceu que a expressão “desenvolvimento sustentável” é um pleonasmo, à medida que só há desenvolvimento se houver sustentabilidade, caso contrário, o que há é exploração. “Tanto que não há desenvolvimento de petróleo, há sim exploração, extração de petróleo”, disse.

Nilson chamou a atenção da plateia para a matéria-prima elementar de toda e qualquer processo produtivo: a água. “Toda massa de água, corresponde a 0,02 % da massa da terra. A água doce é 3,5% do total dessa massa de água e apenas 0,64% da água doce está disponível em rios, lagos e etc. Água é um recurso escasso”, afirmou.

É um produto escasso e muito usado na produção. Ele trouxe exemplos: uma xícara de café requer 140 litros de água e 1 quilo de carne bovina requer 15 mil litros de água. “Em Goiás, a demanda hídrica está assim distribuída: os domicílios consomem 8%, as indústrias 22% e a agricultura 70%.”, informou, acrescentando que a situação do Estado é preocupante, por ocasião do desmatamento do cerrado, assoreamento e erosão dos corpos hídricos e, também, a alteração na intensidade das chuvas.

“A gente vem perdendo esta matéria-prima básica e este é um desafio que está posto, é presente”, sublinhou Nilson. No entanto, disse, não há que ser pessimista, pois as soluções existem e o Japão é um exemplo, assim como a Zona Franca de Manaus. “Eles são exemplos de projetos limpos em que você consegue produzir, gerar emprego e movimentar a economia e afetar de modo mínimo o meio ambiente”, finalizou.

A indústria 4.0

A última palestra da noite foi proferida pelo Engenheiro de Produção e Analista de gestão de perdas e business inteligence da Enel, Philip Winniczek, que compartilhou experiências profissionais, deu dicas e falou sobre a profissão na era da quarta revolução industrial, mais conhecida como era da indústria 4.0.

   Philip falou sobre o profissional na Indústria 4.0

Ele explicou que o que marca esta face é a colaboração, cujos pilares assentam-se na presença de robôs autônomos, nas simulações, integração de sistemas, internet das coisas, cibersegurança, computação na nuvem, impressora 3D, realidade aumentada e big data.
Neste cenário já presente e inevitável, o papel do Engenheiro de Produção é decisivo. “Nosso papel é coletar esse grande número de informações disponíveis e utilizá-las a nosso favor. É pegar essa informação e otimizar os processos produtivos, sem nos esquecermos que não há processo que não possa ser melhorado”, contou.

Além disso, a indústria 4.0 exige uma formação multidisciplinar do profissional. “É preciso dominar linguagens de programação, desenvolver projetos e otimizá-los e selecionar tecnologia. É imprescindível também o domínio, além da língua materna, do Inglês, no mínimo. Se dominar outras, melhor ainda”, disse, ao que acrescentou que para os profissionais com estas habilidades e competências não faltarão oportunidades, ao contrário de todos aqueles processos repetitivos, cujo fim será a automação.

 

Coordenação de Comunicação Social/Câmpus Senador Canedo.

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